domingo, 23 de agosto de 2015

Alguma vasta definição.

Saudade dos que estão longe, dos que já se foram, dos que apesar de estarem distantes; estão em nossos corações, dos que nem se foram; mais é como se tivessem partido, acima de tudo, saudade daqueles que talvez nunca estiveram entre nós!
Saudade de coisas, sorrisos, palavras, olhares, carinhos, sussurros, abraços, lugares, cantos e recantos; saudade do sentimento que essa tão cuja saudade nos traz.
Carentes de sabedoria aqueles que definem isso como a "morte"; hipócritas os que dizem que preferem ser arrastados para o inferno à terem este hospedeiro em seus corações; cruéis os que tão perversamente julgam a Sr. Saudade!
Um dos erros aparente dos seres mortais, é condenar aquilo que por lei de vida, é tão belo e singelo do que o próprio ato de respirar. O que seria de nossa alma se não houvesse, se não sentíssemos a saudade ao menos uma vez na vida?!
A saudade nos traz a consciência e certeza de que somos capazes de amar; talvez não tanto quanto deveríamos, mas o quanto nossa sabedoria nos permite. Ela nos faz recordar de que algo, ou alguém, um dia nos foi especial, as lágrimas que escorrem pelos semblantes, mostra o verdadeiro sentido de estarmos aqui, pois se não fosse para amar, para que fim seriamos criados?!
Tudo tão aparentemente vazio, e tão sobriamente vasto e vago, que nos perdemos no fluxo de nossos devaneios; enquanto um pedaço de carne se decompõem embaixo de nossos pés, uma alma está no inalcançável, talvez ainda presa na indiferença do sofrimento; o que resta é o cheiro da ignorância e a repugnância dos astros por sermos tão fracos!
                                             
                                                                         SDias(McSS)

terça-feira, 2 de junho de 2015

Nem sempre um monstro.

"As vezes os monstros são apenas monstros
 As vezes eles são meio monstros e raramente não são monstros algum.
São apenas seres feridos por verdadeiros monstros.
 Uma analogia interessantíssima, onde somos obrigados a ver o que as coisas ( pessoas ) são de fato ou não.
As vezes o barulho lá fora é só o vento, quem sabe, independente do que seja os ouvidos se negam a ouvir o que não lhe é conveniente, a música está na máxima altura, são letras e mais letras descrevendo o medo de que realmente haja algo além do vento. Por ventura seja o doce cão aninhando-se em suas cobertas ao anseio de uma boa noite de sono, ou mesmo querendo entrar para dar boa noite ao seu amedrontado dono.  Não se sabe, na verdade nada se sabe ao certo, apenas que o medo está ali, tão real quanto a noite que se abate sobre os monstros."
       


                                                                              SDias(McSS)

             

terça-feira, 7 de abril de 2015

A Senhoria!!!

O suave cheiro do horror me faz lembrar de que a morte está bem perto. Ela nunca se ausenta, o silêncio tão torturante como a Senhoria traz tudo aquilo que minha alma repugna. A ânsia que conjura minhas entranhas torna os delírios alucinógenos até mesmo para a sombra do meu ser, que reflete a mesma dita. A minha volta há o rancor dos distúrbios passados, que fazem e refazem cenas dignas do meu desprezo. O vaziou se tornou o álibi para meus crimes racionalmente irracionais, que me trouxeram uma sutil paz. Mas houve enganos, trágicos e sádicos enganos, gritos e rangeres de dentes repulsivos . Nada mais está como outrora, tudo está mudando, transformando e retransformando como que por um encanto, o encanto do destino, amargurado destino, que ao ser traído pela lua e sol ofuscou - se em sua negritude, como um buraco negro a carregar consigo tudo aquilo que puder e não puder absorver, e após todos os passares, a calma, a tão almejada calma (mórbida) volta a triunfar.    


                                                                   SDias(McSS)

domingo, 22 de março de 2015

O singelo gesto de TRAZER.

Ela traz o aroma dos aromas, o prazer dos prazeres, a desgraça das desgraças, o horror dos horrores, a maldade das maldades, a luxúria das luxúrias, a pureza das purezas, o amor dos amores, e acima de tudo, ela trouxe e sempre trará, os anjos vindo dos céus e os demônios vindo das terras e mares.
                                                                  Ela traz tudo e nada
                                                                             Ela é tudo e nada
                                                                                     Ela é o real e o surreal
                                                      O imaginável e o inimaginável
                                                                                      Ela é a VIDA
                                                                                                        SDias(McSS)

sexta-feira, 20 de março de 2015

A dor da partida.

Era uma vida pequena, simples, frágil mais essencial, agora  como um feixe de luz essa pequena vida passou por dentre o caminho daquela pobre menina assustada. Como que por encanto aquele  era um dia de chuva, lágrimas do céus derramadas em terra demonstravam o poder dos deus de que nada depende de nós, diz a lenda que quando a alma de um pequeno animal é levada de nós está indo no lugar de uma vida humana, de uma alma que mesmo sem ser pura e inocente como a que nos foi tirada, amamo-as ainda mais. O Sol nos diz que um novo dia amanheceu, porém as nuvens que o encobre em  partes diz que a Morte, a doce Morte passou por ali. E agora? O que restará? A dor da perda, a agonia da saudade, o desespero da ausência? E amanhã o que será? Quem será? Quando que a Senhora Morte voltará? As dores não acabam por aqui, virão cada vez mais cruéis e impiedosas, ou será que nós que ficamos cada vez mais fracos ao ponto de nada mais suportar?  
 Isso não se torna relevante,  para falar a verdade nada mais importa, só o silencio mórbido da partida!
                                                           SDias (McSS)

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

A morte

                                              Eu não falo...
                                                                                    Não respiro...
                                                                       Eu não me movo...
                                                             Não vejo...
                     Não ouço... Não sou existente.
            Mas eu trago dor, ódio, descaso, lágrimas, desespero. Eu trago, eu sou a MORTE.
 As pessoas me julgam cruel e me amaldiçoam, mas elas não entendem que eu sou a lei mais bela da vida que elas tanto dizem prezar, ao levar as almas para outro plano eu dou lugar ao renascimento, a luz,e a felicidade que seres puros e singelos possuem, todos são tão egoístas, preferem a presença dolorosa de seus queridos, ao alívio dos enfermos e desgraçados pelo destino. Me vêem como a escuridão, a criação do demônio, a inimiga de Deus. Pobres mortais que não enxergam nada além de seus sentimentos supérfluos e vazios . Enquanto não verdes minha beleza e essência, lamentaram aos pés dos inúmeros túmulos compostos apenas por cascas ocas sem almas, sem vidas. Se ao menos soubessem onde se encontra a paz que tão vagamente procuram, a paz está em mim, em meus braços, em meu acalento e a maior lástima é que nadas verdes,  nem mesmo a destruição do mundo suntuoso de quem vangloriastes como reino, que nada mais é do que o inferno de que tantos queres fugir!
                                                              Então não me julgues tão cruelmente
                                                                    Me escute...
                                                                          Me entenda 
                                                                                Me aceite
                                                                                        Sou seu fim
                                                                                                   Seu recomeço...
                                       SDias(McSS)


Apenas mais uma guerra.

Houveram lágrimas, lágrimas que trouxeram a incompreensão daquela alma. Não bastasse todas as dores,  rancores , desilusões, medos e tantos outros tormentares,  há agora os olhos de seu amado imersos em lágrimas, e ela nem ao menos sabe o porque, só o que quer é pegá-lo em seu colo e dizer que tudo,  absolutamente tudo ficará bem.
Não haverá monstro capaz de arrancá-lo de seus braços. Pois o amor existente é mais forte e inquebrantável do que qualquer matéria ou anti matéria,  há a magia em seus olhares,  a doçura em suas palavras,  a compreensão em seus atos mesmo que eles não sejam certos, serão seguidos de conselhos sinceros que prezaram apenas o zelo.
Há nuvens escuras que encobrem seus dias e trazem o desespero e a dor,  doravante a pureza que há em suas almas, divinadas pelos céus, terra e mares,  os tornam  guerreiros talvez não tão prontos para guerrear mais prontos e destinados a vitória de suas vidas,  pois juntos se tornam  suficientemente fortes para vencer o invencível.
No momento há a espera de que ele retorne ao lar, para que tudo seja dito,  para que as lágrimas o libertem da angustia e devolva o sorriso de menino que tanto a encantou. E a felicidade os acometerá como nunca antes, os abençoando com a gracilidade de suas risadas após um belo duélo de coségas, vitoriando o "campeão" com mais sorrisos e carícias que trará mais garra para a próxima luta, até por que tudo não passará de um novo amanhã.
                                                     

                                                                                SDias (McSS)